O GUERREIRO DA LUZ

 


 

 
 

Um Guerreiro da Luz não é um servo, mas um soldado a serviço do Espírito. Por Espírito, se entende a Mente de Deus, a força Suprema do Mundo Astral Superior que combate a dualidade e a ignorância no planeta Terra, através da Luz, da Justiça Divina e da Verdade. O Guerreiro da Luz é um iniciado em Artes Metafísicas, um Mago que por ser um instrumento do Espírito adquiriu o direito de portar certos instrumentos espirituais que provocam a destruição e a desintegração da dualidade. Isso significa que antes de tudo a própria dualidade interna do Mago feito Guerreiro deve ser dissolvida, em seu sistema energético. Na Alta Magia, a palavra adquire um novo significado. Ela não mais adormece após ser proferida. A palavra é o dom de Honra de um guerreiro, e deve ser empenhada no momento da guerra espiritual, pois uma vez proferido o juramento de transformação da sombra em Luz, não há mais volta. É desse modo que o Guerreiro adquire permissão para destruir o mal e mesmo assim ser ungido e abençoado pelo espírito.

 
 
 


 

 
 

O Guerreiro da Luz é inculpável, pois está além da dualidade, do ódio e do julgamento.

Na Alta Magia, A visão para além do tempo linear é a estrada a ser percorrida para o alcance do poder de ser o espelho da Luz na dimensão material. No tempo não linear, os paradigmas de dualidade perdem o valor e o sentido.

O peso do julgamento do bem e do mal não é mais o peso da razão, é o peso da pena da Deusa da justiça. A Deusa é um atributo feminino do Ser Supremo, e é ela quem decide, impiedosamente, o que vai sobreviver e o que será destruído pelas mãos do Espírito.

Na Alta Magia, o que decai em escuridão não deve ser conservado, mas destruído e transmutado em nova substância alquímica, pois essa é a lição para todas as almas no planeta Terra. Na Alta Magia, o Ser está em equilíbrio em todas as dimensões do espaço/tempo. Isso significa que a verdade e a Luz deve prevalecer em todos os atos, pensamentos e emoções. Isso é a Lei como ela era no passado, e como ela é em todos os tempos.

 
 

INICIAÇÃO DO GUERREIRO DA LUZ

 


 

 
 

A figura da Grande Mãe é metafisicamente, uma figura de iniciação, no sentido que na força da Grande Mãe, os instrumentos do Guerreiro da Luz se manifestam. O Guerreiro está sempre a serviço da cura das relações terrenas, sendo uma força dinâmica de transformação em nome do Espírito, para que as relações terrenas sejam mudadas. Toda iniciação começa, em seus estágios iniciais, com os instrumentos de poder sendo entregues pela figura da Grande Mãe.

 
 
 
 


 

 
 

A Grande Mãe é a gerente e mantenedora das relações humanas. É ela que reorganiza as relações para que o Karma se desenvolva, e o espírito encarnado evolua na Terra. O Karma da Terra, e o Karma das almas que vivem na Terra está relacionado. A Grande Mãe é a geratriz, é a morte e o renascimento no plano da matéria. A força dinâmica da morte e do renascimento operam as transformações no nível físico, para que o Karma na Terra se processe.

 
 
 
 


 

 
 

A figura metafísica da Grande Mãe deve entregar os instrumentos de poder iniciais para o Guerreiro, pois esta fase iniciática é o primeiro nível em que o Guerreiro absorve a consciência de que ele está em serviço, adquirindo o poder básico, feminino, e necessário da Humildade, e só assim podendo ativar os demais níveis de poder, direcionando sua consciência para integração do arquétipo do Guerreiro da Luz, e alcançando os estágios superiores de Maestria.

Na Presença da Grande Mãe a iniciação tem um significado de ascensão de um nível (abandonado) de existência para um outro nível superior.

 
 
 
 


 

 
 

Os Mestres do Plano Astral Superior decidem em determinado ponto da jornada de um Mago (percepção e capacidade de operação na quinta dimensão), que ele está apto a receber a Honra de se tornar um instrumento do Espírito.

 
 
 
 


 

 
 

Um Treinador espiritual é enviado ao encontro do Mago. O treinador espiritual é visto normalmente como um Anjo das legiões de Arcanjos Guerreiros, que desce do Plano Astral Superior para Iniciar o Mago nas Artes dos Guerreiros da Luz.

 
 
 
 


 

 
 

O iniciado, que foi preparado anteriormente por ativações de DNA sutil, pode entrar em contato com o Anjo sem desencarnar no momento do encontro, pois suporta a imensa quantidade de Luz/magnetismo que entra e perpassa a malha energética do iniciado, Luz que provoca a expansão permanente dos chakras no sistema energético, e altera a configuração dos chakras para sempre.

 
 
 
 


 

 
 

Esse encontro com o Anjo treinador é chamado de Morte da Materialidade, pois desse ponto não há mais volta. O paradigma do poder estará impresso no código de DNA sutil do iniciado, provocando sérias mudanças de interação com os demais habitantes do planeta Terra.

 
 
 
 


 

 
 

No momento da iniciação, que ocorre na quinta dimensão, também são entregues ao iniciado os instrumentos de guerra que ele usará para lutar em nome do Espírito.

 
 

A ESPADA DE LUZ
(O Instrumento destruidor de almas)

 


 

 
 

A Luz do Espírito é a substância etérica da qual são feitas as entidades do Plano Astral Superior além da quinta dimensão. Essa Luz possui um tom azul brilhante iridescente, e fatalmente se misturará ao padrão magnético da Malha do iniciado, provocando uma mudança de oitavas energéticas em todo sistema.

 
 
 
 


 

 
 

Todos os chakras do sistema serão inundados com essa Luz, e o corpos de energia do iniciado se tornarão azuis, da mesma cor da pele e da aura do Anjo treinador.

Reconhecendo-se na quinta dimensão, onde o corpo do iniciado é levado, é possível receber do Anjo treinador a Armadura iridescente azul, e a Espada de Luz flamejante do Arcanjos.

 
 
 
 


 

 
 

Alguns Magos, que adquirem experiência nos combates e que podem se mover de forma rápida por entre as dimensões Astrais, também recebem um Arco de Luz, e Flechas de fogo azul, de alto poder destrutivo, que serão utilizadas para desintegrar falanges inteiras de entidades do mundo Astral inferior durante a guerra espiritual.

 
 

DESTRUINDO O PODER DOS SERVOS DO MAL

 


 

 
 

Soldados espirituais não escolhem sua missão. A missão deve ser cumprida sem julgamento nem dualidade, sem que a emoção faça parte do coração do Guerreiro.

 
 
 
 


 

 
 

Certas entidades espirituais do mundo Astral inferior estão há eras empreendendo seu domínio sobre a mente e o espírito humano, principalmente sobre os ignorantes que se tornaram escravos das entidades das trevas.

 
 
 
 


 

 
 

Os Anjos do plano Astral Superior por vezes convocam egrégoras de Guerreiros da Luz para destruírem o poder dos servos do mal, fazendo com que todas as entidades sem Luz envolvidas na Guerra espiritual abandonem os níveis da malha dimensional da Terra de forma imediata. Quando isso ocorre, o Mago Guerreiro recebe um bônus espiritual por ter desintegrado o poder e as entidades das trevas, tornando-se ele mesmo detentor de maior poder espiritual.

 
 
 
 


 

 
 

Quando um Guerreiro da Luz está em função do Espírito, não há resistência possível por parte das entidades das trevas, pois o Guerreiro da Luz é um Avatar, seu corpo já se encontra no nível da quinta dimensão, e é invulnerável.

No caso de um ataque espiritual ao Guerreiro, qualquer aproximação por parte das entidades do mal é pressentida a quilômetros de distância no mundo Astral. Isso significa que a malha de energia do Guerreiro é amarrada no nível vibracional, a malha de Luz que constituem as entidades dos planos Astrais Superiores. Em tal nível, não existe separação entre a consciência do Mago e a Luz do Espírito.

 
 
 
 


 

 
 

Quando um mandato divino decide em conselho espiritual que o poder de um servo do mal deve ser finalizado na Terra, a existência deste perde o valor kármico na Terra, e ele receberá um raio final de liberação da sua substância espiritual para uma região do espaço/tempo denominada de não existência, e em essência ele não será mais encarnado em entidade humana. O restante de sua energia se transmutará em outra substância que não a alma humana.

 
 
 
 


 

 
 

Quando isso ocorre, os conselhos de Guerreiros da Luz são convocados para juntamente com os Anjos, destruírem todas as vidas anteriores do servo do mal, apagando o registro de sua passagem pela Terra, em todos os níveis da malha no Akasha.

Por vezes há ataques por parte dos servos do mal, que objetivam a destruição do Guerreiro da Luz. Quando um ataque se inicia, o Guerreiro da Luz recebe dos Mestres Anjos Guerreiros um aviso, e a permissão de destruir o servo do mal sem que haja geração de Karma negativo por parte do Guerreiro da Luz.

 
 
 
 


 

 
 

Felizmente, ao mesmo tempo que os grandes Mestres Guerreiros estão chegando da quinta dimensão para treinarem os modernos Guerreiros da Luz, os Mestres do perdão e da consciência espiritual que atuam nesse momento no planeta Terra tem se prestado a doutrinar os ignorantes, antes que eles recebam a sentença para a quitação dos seus débitos Kármicos pelos Anjos Guerreiros do plano Astral Superior.

 
 

PLANOS DIMENSIONAIS

 


 

 
 

O Guerreiro da Luz atua no plano da energia. Isso significa que seus canais de percepção devem estar purificados e preparados para interação e comunicação em níveis muito além da realidade concreta.
O Guerreiro da Luz usa o poder da Luz de seu coração para iluminar as trevas, e adquirir a capacidade de ver nas trevas o que outras pessoas não podem ver. Para isso, ele acessa o Mundo da Energia, que é também chamado de Éter, ou Mundo Astral. O Autor se dá o direito de utilizar o termo "Éter" para denominar o plano da energia, seja em todos os estágios diferenciados que compõem o Mundo Astral como é conhecido na tradição esotérica.
Quando o Guerreiro da Luz se conecta ao Éter, ocorre uma mudança de estado de consciência: do poder da realidade ordinária até a realidade não-ordinária. As duas realidades são conceitualmente discretas, mas o Guerreiro da Luz pode mover informação de uma realidade para outra. Quando isto é feito com sucesso, é quando a missão do Guerreiro foi bem executada.
As proposições "realidade ordinária" e "realidade não-ordinária" vem de Carlos Castanheda. A realidade ordinária(concreta) é a que todos conhecemos e percebemos juntos. É a realidade em que todos os seres humanos concordam, como por exemplo, que "uma pedra é uma pedra". A realidade não-ordinária é a realidade que é associada ao Mundo Astral (Éter), isto é, quando a consciência foi alterada e você pode ver o que você não vê normalmente em um estado de consciência ordinária. A realidade ordinária é algo que virtualmente todo mundo concorda. A realidade não-ordinária é muito pessoal-específica, é uma realidade que sempre está "no agora", pois as percepções de tempo e espaço se dissolvem no estado de êxtase. As informações obtidas na realidade não-ordinária são simbólicas, dependem de pessoa para pessoa. O Guerreiro da Luz vê com o coração nesta realidade. "Em realidade não-ordinária, para algo ser a mesma coisa para pessoas diferentes, tem que ser o mesmo no coração. Na realidade ordinária, para algo ser o mesmo não importa o que sua emoção é".
Segundo Michael Harner: "A observação a partir dos próprios sentidos é a base para uma interpretação empírica da realidade. E ainda não existe ninguém, mesmo nas ciências da realidade comum, que tenha provado, incontestavelmente, que existe apenas um estado de consciência válido para observações diretas. O mito do estado alterado de consciência é a realidade comum, e o mito do estado comum de consciência é a realidade incomum. Fazer um julgamento imparcial da validade das experiências em estados contrastantes de consciência é algo extremamente difícil".
O êxtase é um caminho para acessar o Éter e seus diversos planos de existência espiritual. O estado de êxtase é um termo utilizado para definir a passagem de um estado de consciência de atenção para um estado mental mais profundo de compreensão e sensibilidade, uma condição cognitiva que permite um estado transcendente de discernimento, onde a mente racional dá espaço à mente superior, mandálica. Neste estado, não há julgamento, não há tempo nem espaço, e todos os canais de percepção físicos, emocionais e espirituais são ativados e coordenados para um objetivo comum: a missão do Guerreiro da Luz no Éter. Uma vez em estado de êxtase, o Guerreiro da Luz assume uma "constante de consciência", que lhe permite realizar sua "missão", ou seu objetivo no Universo Astral. Êxtase então seria por definição um estado de transe que permite ao Guerreiro da Luz viajar no Éter: o estado de consciência do qual o Guerreiro volta, depois de ter realizado sua missão no Éter. É um estado de ampliação das capacidades cognitivas, muito além do estado comum de consciência.
O Guerreiro da Luz é por definição, uma espécie de Mago, e embora seu objetivo no Éter não seja propriamente fazer "curas", deve ter a habilidade de se mover entre estados de consciência, como todo Mago.
Há graus (estágios) mais superficiais e mais profundos de êxtase, que são atingidos de acordo com o tipo de interação que o Guerreiro da Luz obtém com seus Mestres no Éter. Outros fatores que contribuem para um estágio profundo de êxtase é o relaxamento muscular e a quantidade de luz no ambiente onde se realiza a jornada até o Éter.
A relação entre os estágios mais profundos de êxtase e os mais superficiais não significa de maneira nenhuma uma comparação entre mais e menos "poder", pois já se sabe que os níveis de aprofundamento em êxtase não influenciam a capacidade individual de um Guerreiro da Luz. A questão da eficiência em realizar uma missão no Éter está relacionada à quesitos básicos, como confiança, fé e experiência. Isso é também significante para o fato que um Guerreiro da Luz também acredita na realidade concreta, do ponto de vista de que "muitas coisas podem ser verdade ao mesmo tempo", para todas as realidades.
Quando um Guerreiro da Luz entra em estado de êxtase, se inicia a viagem pelo Éter, na realidade não-ordinária, e a mente interpreta as sensações visuais que lhe são enviadas como um sonho, porém o Guerreiro está no controle consciente deste sonho, cujos rumos atendem aos objetivos da missão do Guerreiro. Como no sonho que vivenciamos quando estamos dormindo, o "sonho" vivenciado na realidade do êxtase é repleto de imagens simbólicas, que são a linguagem de comunicação entre o Éter e a mente concreta.

EXISTEM TRÊS TIPOS DISTINTOS DE RESPOSTAS EXTÁTICAS:
1 - A resposta fisiológica, onde o corpo exibe um frenesi (tremores, agitação) involuntário.
2 - A resposta sentimental, onde os estados emocionais podem se alternar em medo, paixão, raiva. Ou pode haver
     sensibilidade emocional durante a percepção de eventos passados ou futuros.
3 - Resposta intuitiva, onde a mente e o corpo têm uma mistura, que permite um deslocamento da percepção linear do
     espaço/tempo e expansão da consciência.
Estes estados podem todos ser alcançados ao mesmo tempo ou em períodos diferentes da experiência extática. Diferentes técnicas de Êxtase podem ser utilizadas por um mesmo Guerreiro da Luz, dependendo da "Missão" a ser executada.

 
 

ENTRANDO EM TÚNEIS

 


 

 
 

Qual é o grau de perigo que alguém corre ao entrar em êxtase ?
Considerando o fato de que o estado de êxtase é basicamente um estado de modificação das próprias ondas eletromagnéticas no cérebro humano, de caráter voluntário, e do qual é possível voltar imediatamente, não existe nessa prática nenhum risco para a saúde humana. Ao contrário, o estado de êxtase é idêntico em muitos aspectos aos estados de relaxamento meditativo dos yogues, e já foi provado que a meditação transcendental traz benefícios a saúde humana. A jornada ao Éter é por vezes comparada às experiências com drogas alucinógenas, mas em muitos pontos é totalmente diferente: a primeira diferença é que quando alguém consome drogas para "viajar", não controla a experiência e não consegue voltar quando bem entende. A segunda diferença importante é que o êxtase é uma experiência emocional profunda que envolve o coração, e menos a mente. As drogas alucinógenas trabalham perturbando o equilíbrio da mente, desconsiderando o papel do coração. No êxtase do coração, não há "viagem ruim".

Antes de mais nada, e para que você leitor tenha completo êxito em seu treinamento como Guerreiro da Luz, tenha em mente que o caminho do discípulo é o caminho da disciplina. Isso significa que a partir do início, haverá necessidade de um instrutor no mundo concreto. Os estágios iniciais são os mais importantes, e devem ser treinados e dominados antes de se partir para os estágios seguintes. É comum que no início você encontre alguma dificuldade, pois sua mente concreta passou anos a fio conduzindo suas experiências cognitivas no estado comum de consciência. Talvez você necessite de algumas semanas até que suas experiências em estado alterado de consciência se tornem realmente poderosas a ponto de você sentir que o paradigma da realidade concreta (dualidade) foi abandonado, e você sentirá o poder em seu coração quando estiver preparado.
A partir do estágio em que um iniciado domina a Arte de atravessar as dimensões do plano Astral Superior, há uma constância de abertura de padrões de percepção de realidades alternativas, e se você tiver um coração, sua jornada começa.

 

 
 

A INICIAÇÃO NOS TEMPLOS DE SABEDORIA

 


 

 
 

A ascensão da cultura patriarcal, que hoje domina todo o mundo, também significou a perda da compreensão da magia antiga.
A magia como se praticava no passado remoto, era uma tradição preservada a sete chaves pelos mestres e sacerdotes dos templos de sabedoria, e dependia de regras claras e preceitos por parte dos discípulos na busca por sua eficiência.
Conquanto houvesse diversas tradições antagônicas convivendo ao mesmo tempo, em diversas culturas ao redor no planeta, existe um ponto sob o qual absolutamente todos concordavam: o poder criativo da mente sobre a matéria só poderia ser alcançado através de um único caminho: a integração da luz e da sombra.
Dentro de um típico templo de sabedoria, a realidade mundana tomava outra forma, pois a partir do estágio da iniciação, o discípulo compreendia que aos leigos era fácil o caminho da vida, eles estavam dormindo, vivendo na ilusão da dualidade.
A primeira coisa que acontecia a alguém que ingressasse no caminho da sabedoria era perder seu nome.
O nome significa a carga cultural que identifica alguém a uma linhagem, significa que o portador do nome tem uma tradição a honrar. Pois os mestres do templo sabiam disso, e exigiam do discípulo que ele se despojasse de tudo que poderia significar que houve um passado. O ato da iniciação era um despertar da ilusão, um nascimento, e necessitava que a morte do passado a antecedesse.
Ao iniciado se requeria, em segundo lugar, um juramento. Isso significa que o iniciado aceitava mudar seu contrato de vida, estaria preparado para receber instrução e poder, aceitando as regras de segurança da magia.
Jurar era um ato de empenhar a honra, em troca dos conhecimentos recebidos. A partir desse ponto se iniciava o caminho de aprendizado, através de um mestre, e ao aluno era dado o status de discípulo.
Do discípulo se requeria disciplina, pois todos sabiam que só um tolo acredita que o poder pode servir a quem não possui autodomínio. A disciplina era a chave para despertar o poder do aluno. Nos dias de hoje se entende a disciplina como obediência a regras rígidas pré estabelecidas, regras de convívio, mas essa é uma das antigas ilusões que a cultura patriarcal trouxe do passado. A disciplina como ela é vista hoje, é obra dos tolos, que entendem a evolução como uma escada que se sobe para alcançar o prêmio final, o triunfo.
A disciplina, na verdade, é um meio pelo qual o iniciado compreende seu próprio caminho para absorver a essência do que lhe será relevado pelo mestre. Mestre e aluno são entidades interdependentes, e seu relacionamento é o modo como a sabedoria pode ser revelada, pois ela é algo dinâmico, uma coisa que é sempre recriada. Você pode ser seu próprio mestre, não há necessidade de uma pessoa real, desde que você tenha disciplina.
A disciplina é o ato de abandonar o passado, aquilo que você supõe que sabe, para se colocar em uma posição humilde, e trazer à tona o conhecimento como ele foi feito para você ver. É um ato de co- autoria.
A partir desse ponto pode-se entender o que significa ser tolo em magia. O tolo não possui disciplina. Então está suscetível à influência dos demônios que destroem o poder criativo do iniciado.
O primeiro desses demônios é o orgulho. Se a um verdadeiro mestre fosse feita a pergunta no passado: qual o maior poder de todos? - A resposta seria: a humildade.
A humildade é a única forma de se tornar um Mestre, não porque ela é uma virtude. Aos Mestres não é requerido virtudes, mas autenticidade.
A humildade significa que se eliminaram as barreiras para obtenção do poder. Esta é uma questão simples de energia. Toda crença limitante ou preconceito rígido, mesmo que perfeitamente acabado e claro como a luz, ocupa espaço dentro do sistema.
Quando o iniciado preserva seus preciosos tesouros de sabedoria adquiridos no passado, impede que os novos conceitos possam fazer parte de seu sistema. Mesmo os Mestres podem ser tentados pelos demônios da ilusão.
Sabendo disso, os verdadeiros Mestres se despojam, usando o poder da humildade, e obtendo mais poder renovado. O poder então, não é mais uma questão de quantidade, mas de qualidade. Ele pode ser aumentado desde que não permaneça estático. A humildade é para se compreender que é impossível saber tudo. A humildade é para não tentar ser perfeito, e ter a liberdade de optar por outro caminho. A humildade é para se estar receptivo, e receber os melhores presentes.
A humildade é a arma do Mestre contra o demônio da ambição espiritual.
A disciplina do aluno era conquistada pela observação interior. E até hoje só pode ser assim. A agitação interna causada pela falta de paz interior pode cegar o discípulo, no sentido que a energia agressiva proveniente dos instintos inferiores tende a impregnar os centros de energia superiores, e por final a capacidade da mente de obter clareza.
A meditação era uma forma de obter o controle sobre a agitação interna, pois ela é uma sobreposição da mente aos padrões de energia agressiva inferiores. A prática da meditação permitia que o aluno enxergasse a origem da energia agressiva, e assim toda agressividade estaria passível de ser transmutada. A ausência de agressividade interior era requerida mesmo para os guerreiros, pois ela não permite a eficiência em nenhum caso. Uma vez que a origem da agressividade fosse conhecida, ela poderia ser transmutada. Se a agressividade fosse proveniente da raiva, da indignação pela injustiça, pela intolerância ou por qualquer outra causa, o iniciado era instruído a oferecer luz, refletir, e confiar no tempo, pois a ignorância seria vencida pela compreensão daquilo que poderia ser mudado, para não alimentar as causas dos problemas.
A outra instrução era agir com coragem caso fosse necessário, pois o caos é alimentado pela dúvida. A busca das virtudes do caráter não era superior à verdade interior, pois o sacrifício da auto imposição pelo benefício do grupo causaria mais dualidade.
A última instrução era perdoar-se e liberar o passado, pois o rancor traz separação e antagonismo, incapacitando a harmonia entre os seres.
Os longos anos de práticas espirituais funcionavam como uma peneira para excluir aqueles que não possuíam vocação para a magia. Muitos desistiam, não porque eram forçados a isso, mas pelo fato de que a magia depende do prazer em fazê-la para existir.
Dentre aqueles que permaneciam no caminho da magia, havia discípulos que apresentavam resultados extraordinários, e eram separados para o próximo desafio: um estágio mais avançado de maestria.
Os critérios de avaliação do talento eram estabelecidos não pela eficiência do iniciado, mas por outro método:
em magia existem três grandes paradigmas para co criá-la:
1. A intenção clara
2. Confiança, ou fé
3. Ambiente receptivo ou abertura.
A intenção clara depende da clareza mental do iniciado, da agilidade mental e do poder imaginativo.
A fé depende da inocência, do olhar entusiasmado sobre a realidade, sabendo que nada é impossível de mudar.
A abertura é a confiança na sincronicidade, e necessita do desapego aos resultados finais. É como um útero.
Todos esses dons reunidos em uma só pessoa faziam dela um bom mago, e era isso que os mestres experientes procuravam nos discípulos.
A próxima fase após a seleção era mais difícil: o domínio dos demônios interiores.
Aqueles que haviam demonstrado dons para serem elevados ao nível mais avançado teriam que enfrentar novas provações.
O maior de todos os inimigos de um mago é aquilo que está incompreendido dentro dele. Essa estrutura é chamada hoje de sombra. Mas no passado era conhecida como “o abismo”.
O abismo significava que o iniciado não poderia ir mais além na jornada até o poder. Transpor o abismo era vital para o sucesso da jornada iniciada há tantos anos, e o fracasso significaria o abandono do caminho da magia, o fim. O abismo também era considerado uma zona de escuridão. Seu símbolo era um labirinto. Dentro do labirinto, há duas grandes forças, e elas não estão exatamente separadas num primeiro momento.
A primeira dessas forças equivale a um demônio, mas esse demônio não está fora do iniciado, está dentro, e ele move o poder do iniciado em direção à dualidade, que significa a perda do poder.
A segunda dessas forças é a luz do diamante, é o próprio poder de realização do iniciado, simbolizado por uma donzela que está refém do demônio. Ela é a anima, a alma feminina portadora do poder do subconsciente. O abismo deve ser transposto, e o iniciado deve separar as duas forças, matar simbolicamente o demônio e resgatar o diamante. Esse é o prêmio. Àqueles que conseguiam transpor esse desafio, restavam o reconhecimento do novo estágio de maestria, através de um ritual de iniciação. Os elementos simbólicos da iniciação mágica do passado estão hoje diluídos em diversas partes fragmentadas, mas ainda é possível resgatar o seu significado.
O primeiro desses elementos é a unção. A unção significava a purificação do chacra da Coroa. O chacra da Coroa é o centro da visão mandálica, e sua abertura traz sabedoria e compreensão além da mente racional, unindo os dois hemisférios do cérebro.
O segundo desses elementos é a coroa. A coroa simboliza a estabilidade do poder conquistado pela abertura e iluminação do chacra da Coroa, e também a abertura do chacra da Coroa para recepção das emanações de luz provenientes do Eu superior e do cosmos.
O terceiro elemento é o cetro, ou bastão. O cetro simboliza a capacidade de guiar-se pelos próprios caminhos, bem como de guiar outras pessoas. O cetro também é um instrumento para direcionar a energia do mago, enquanto a condensa, é uma arma. Uma forma remanescente de cetro é o caduceu.
O último desses elementos é a indumentária, incluindo os diferentes tipos de brasão que podem acompanhá-la. A indumentária diferenciava os níveis hierárquicos dos iniciados nos templos. Ela representava o status do iniciado no mundo invisível dos entes espirituais.
Após a iniciação, o discípulo deveria ser chamado de Mestre pelos demais, e isso significava que ele seria responsável por treinar um ou mais discípulos, e aprender a ser um verdadeiro Mestre com eles.
Ao redor do mundo, durante muitos séculos, esse foi o modelo básico conhecido de funcionamento dos templos de sabedoria, mas ao menos uma dessas escolas conseguiu permanecer secreta ao conhecimento de leigos e da casta dominante, impondo aos seus discípulos um patamar muito mais avançado para o conceito de poder sobre a matéria. Essa escola era o templo da Ísis negra, no alto Egito, onde se praticava o Tantra de Ísis.